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PASSAGENS VIOLENTAS DO ALCORÃO É assim que alguns cristãos e muitos ateus chamam e consideram os versículos do Alcorão que ordenam aos muçulmanos a combater os que se opõem a eles e impedem a livre e pacífica divulgação da sua religião. Quando é um ateu a falar isso é mais fácil de lhe entender e desculpar, porque ateu sempre foi contra Deus ou contra uma religião que fala de Deus, portanto trata-se de um indivíduo que antecipada e publicamente declarou a sua inimizade com tudo o que tem a ver com Deus. Todavia, muito estranho é quando um cristão que, semanalmente lê a bíblia, considera o Alcorão como escritura violenta, e com isso nos deixa claramente convictos que a sua leitura da bíblia não tem sido séria ou atenta. Sabe-se que, de acordo com o Alcorão, em todos os tempos da história dos verdadeiros Profetas de Deus, ninguém já foi obrigado a seguir os mandamentos contidos nas Escrituras, porque: لاَ إِكْرَاهَ فِي الدِّينِ Não há imposição quanto à religião! 2:256 A autoridade que os Profetas traziam de Deus não lhes dava o livre arbítrio de condenar aos que pacificamente rejeitavam a sua mensagem, porém podiam combater fortemente aos que se opunham à sua pregação. Ou seja, qualquer pessoa poderia optar por não crer ou não seguir a pregação de um determinado Profeta, porém quando impedisse os outros de ouvir a mensagem de Deus, aí a pessoa passava a ter outro tipo de tratamento pela parte dos Profetas e seus seguidores, pois nesse caso se tratava de um inimigo oponente e não simples descrente, portanto o indivíduo era combatido mediante o meio que usava para impedir a divulgação da palavra de Deus. Em outras palavras, não era simplesmente o facto de o indivíduo ser descrente que seria combatido pelos crentes, mas sim por ser uma barreira contra a divulgação da mensagem divina. Quem usasse sua boca para manchar a religião, da boca dos Profetas e seus seguidores se ouvia a recitação de palavras de Deus que contradiziam o que a tal pessoa dissesse, isto é, tal pessoa era combatida também com a boca. فَلَا تُطِعِ الْكَافِرِينَ وَجَاهِدْهُم بِهِ جِهَادًا كَبِيرًا não obedeça aos renegadores da fé, ao contrário, combata-os com ele (o Alcorão) grandemente. 25:52 Note-se que o combate aqui referido é verbal, portanto, argumentar-se na base de versículos do Alcorão, é uma forma de combater os descrentes, e isso nos deixa bem clarificados que a palavra Jihâd não significa “Guerra Santa” como muitos pensam ou como muitos aprenderam da MÍDIA e do ensino secular. Jihâd é qualquer esforço que um crente muçulmano empreende no sentido de defender ou divulgar a mensagem de Deus, o Alcorão ou o Islam, neste caso. Esse esforço pode ser de várias formas: verbal, escrita, física e até psicologicamente, desde que a pessoa não vá além dos limites traçados pelo Alcorão e pela tradição profética de Muhammad(que a paz esteja com ele). Se a pessoa usasse a espada para combater a religião, também os profetas e seus seguidores faziam o uso da mesma, e nesse caso a sua santidade e piedade não os impedia de defenderem sua fé com o uso da força. Lê-se em 9:36 do Alcorão: وَقَاتِلُواْ الْمُشْرِكِينَ كَآفَّةً كَمَا يُقَاتِلُونَكُمْ كَآفَّةً وَاعْلَمُواْ أَنَّ اللّهَ مَعَ الْمُتَّقِينَ combatei os idólatras igual e completamente assim como vos combatem(de todas as formas) e sabei que Allah está com os tementes. Portanto, quando for necessário, o mais santo pode pegar na espada para defender o que é seu, mesmo que seja necessário infundir terror no coração de seus inimigos. É exatamente nesse sentido que as seguintes passagens do Alcorão devem ser percebidas: وَأَعِدُّواْ لَهُم مَّا اسْتَطَعْتُم مِّن قُوَّةٍ وَمِن رِّبَاطِ الْخَيْلِ تُرْهِبُونَ بِهِ عَدْوَّ اللّهِ وَعَدُوَّكُمْ وَآخَرِينَ مِن دُونِهِمْ لاَ تَعْلَمُونَهُمُ اللّهُ يَعْلَمُهُمْ preparai contra eles a força que conseguirdes, e fazei o uso da cavalaria, a fim de infundir o terror nos inimigos de Allah e (que na prática são ) vossos inimigos, e também para aterrorizar outros(vossos inimigos) além deles que vós não conheceis e Allah bem os conhece. Uma das demais lições que esta passagem nos esclarece é que o mínimo que uma nação deve fazer para se defender de qualquer invasão injusta é preparar tudo o que poder para ameaçar e colocar medo no coração do inimigo, e isso não é coisa que mancha a santidade nem a fé de um povo religioso. A nação muçulmana que, na sua infância, sofreu todo o tipo de perseguições, sentindo-se obrigada a emigrar de Meca para Medina, estava cada vez mais a ganhar espaço e seguidores e prosperando com novos princípios e leis que regulavam da melhor forma a vida de pessoas cujo passado se encontrava envolvido na escuridão moral e espiritual. Uma nação dessas precisava de combater todo o tipo de indivíduos hipócritas que minavam a tranquilidade e bem estar da maioria. É sobre esse tipo de pessoas sem identidade própria que o Alcorão ordenou aos muçulmanos a combatê-los em caso de os mesmos não se arrependerem e não abandonarem suas posições duvidosas. De repente, o cristão ou o ateu pega numa cópia de Alcorão traduzido e busca trechos de uma passagem sem estudar o princípio nem o fim, para dizer que o Alcorão tem textos violentos, sem no mínimo perceber em que circunstâncias os versículos foram revelados. Por exemplo: سَتَجِدُونَ آخَرِينَ يُرِيدُونَ أَن يَأْمَنُوكُمْ وَيَأْمَنُواْ قَوْمَهُمْ كُلَّ مَا رُدُّوَاْ إِلَى الْفِتْنِةِ أُرْكِسُواْ فِيِهَا فَإِن لَّمْ يَعْتَزِلُوكُمْ وَيُلْقُواْ إِلَيْكُمُ السَّلَمَ وَيَكُفُّوَاْ أَيْدِيَهُمْ فَخُذُوهُمْ وَاقْتُلُوهُمْ حَيْثُ ثِقِفْتُمُوهُمْ وَأُوْلَئِكُمْ جَعَلْنَا لَكُمْ عَلَيْهِمْ سُلْطَانًا مُّبِينًا Encontrareis outros que pretendem se proteger de vós e se proteger de seus próprios povos, e cada vez que são chamados para a idolatria mergulham nela, esses se não se isolarem de vós e não anunciarem a paz e não deixarem de vos combater, tomai-os e matai-os seja onde for que os encontrardes….. De que indivíduos se fala nesta passagem? Claro que é dos hipócritas que procuravam viver “na boa” com os muçulmanos e na “melhor com os descrentes” e no fim do dia se juntavam aos descrentes na sua adoração. Viviam em Medina onde haviam seus bens mas se aliavam aos descrentes de Meca, e para se manterem salvos de ambos os lados optaram pela hipocrisia, combatendo contra os muçulmanos por dentro. Aqui, o cristão não sabe de que se tratou e vem dizendo que a passagem incentiva aos muçulmanos a matarem todo aquele que não seja muçulmano. A surpresa surge quando o mesmo que lemos no Alcorão sobre o combate aos descrentes que impedem a divulgação da palavra de Deus encontramos na bíblia, razão pela qual comecei dizendo que era estranho um cristão considerar estas passagens de “violentas” sem antes explorar a Bíblia, pois quando Jesus se viu combatido por pessoas que não só negaram a sua autoridade mas também se ergueram como seus inimigos, a sua grande santidade não o impediu de pegar na espada a fim de derramar o sangue que assim mereceu, ele sentiu-se obrigado a optar pela força a fim de defender a sua fé. Em Lucas 19:27 podemos ler: E quanto àqueles, que se levantaram contra mim, como inimigos, rejeitando meu reinado sobre eles, trazei-os imediatamente aqui e executai-os diante de mim!’” e a coisa não termina por aí, pois logo a seguir, no mesmo capítulo da Bíblia, Jesus teve que incentivar seus seguidores a andarem precavidos(armados) porque a qualquer instante poderia ser necessário o uso da força. Em Lucas 22:36, podemos ler : Então, Jesus os adverte: “Agora, porém, quem tem bolsa, pegue-a, assim como a mochila de viagem; e quem não tem espada, venda a própria capa e compre uma. Com esta passagem, pelo menos eu entendo que nessa fase da vida de Jesus era necessário que cada um dos santos discípulos vendesse o casaco que vestia sobre a sua túnica a fim de comprar uma espada, porque a situação exigia isso. Ou seja, podemos imaginar Jesus dizendo a cada um deles: passe frio durante a noite mas não fique sem arma para se defender! Ora bem, só para finalizar, será que o cristão está pronto a dizer que estas passagens de Lucas, são passagens violentas da Bíblia? E se assim tiver a coragem de dizer, será que estará pronto a acreditar que Jesus foi um terrorista e cruel profeta, caso alguém assim o acuse?... O muçulmano, em vez de julgar Jesus como terrorista ou cruel, entende e acredita que as leis mudam quando a situação muda, pelo que o mais santo pode se comportar ao contrário do habitual quando assim a circunstância requerer, porque cada situação exige um certo tratamento, afinal com dedo não se quebra o coco. Que tal, primeiro ler bem e entender a bíblia antes de criticar o Alcorão? Quem, antes de lavar a cara, se ri da ramela do outro, acaba se condenando, porque a sua pode ser maior ainda. É um provérbio africano de origem Macua, e o cito aqui para chamar atenção a alguns cristãos desatentos e desavisados que procuram manchar a imagem do Islam e não se apercebem que com isso estão ofendendo a sua própria fé em Jesus. Cristão que julga o Alcorão violento… ao ler sua Bíblia esteja muito atento… pois suas acusações têm nela sustento… quem por hábito cospe contra o vento… se acostuma a andar com o rosto nojento… e quem se ocupa com cinza, andará cinzento… Que Allah nos inspire com o espírito de cuidar de nossas coisas antes das dos outros. Para que no dia do Juízo não estejamos no grupo dos neutros. Fonte: Bait al Quran #Islam
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