Administrador Post 747
September 26, 2025
Silêncio quebrado Nos corredores estreitos do tempo anda uma mulher de pés feridos, calando o grito que não coube no peito e escondendo a dor entre os tecidos. Ela aprendeu desde cedo a temer o escuro, não por causa da noite, mas por quem nela se esconde. Seu corpo é campo de guerra, onde a violência se instala como dono, onde a culpa dança nos ombros como se fosse ela quem provocou o abandono. Dizem que amor é paciência, mas o que ela vive é sentença. Dizem que mulher é flor, mas a tratam como erva que se arranca com rancor. Saibam pois que Há socos que não deixam o rosto roxo, há palavras que sangram em silêncio, há olhares que Pesam como grades e há toques que queimam feito incêndio. Ela fala com a alma dos séculos, com o eco das que vieram antes e com a fé das que virão depois. Ela não está só. Cada lágrima caída é um rio que se junta a outros, formando um mar que haverá de afogar o medo. Acenda-se a vela da mudança, ouçam todos o seu poema que se veja a sua luta, E se erga a verdade absoluta, porque ser mulher é ser raiz, tronco, e rebento. É ser um mundo inteiro em movimento. e contra a violência do gênero que haja lei, voz, ação, mas também poesia que toca, cura e transforma o coração. Janeth Artur em sua autoria. #Amor #Casamento
Translating…
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