Educação Se sou educado elogie minha mãe, porque trabalhou duro para isso. E se não, culpe a mim por ter me tornado rebelde. Não tem como falar de educação do meu tempo sem mencionar chinelo, vassoura, pau e corda. É possível que tenha me esquecido de outros elementos que também contribuíam para nossa formação naquela altura. Mas vocês são da "along" sabem como as coisas funcionavam, por isso dispenso os detalhes. Mãe esteve sempre por perto para nos colocar na linha, Al'hamdulillah. Não importava a dimensão da falha, ela falava, aconselhava ou chapava. E hoje eu digo sinceramente "mãe, aquelas bofetadas e sermões valeram a pena". Felizmente mãe não cometeu o erro de pensar "é só uma criança que não sabe o que faz/diz, com o tempo vai mudar". Ela corrigiu-nos desde pequenos mesmo que o ofendido fosse alguém de fora. Um evento que me marcou no qual ela ensinou-nos a não ofender e nem desejar mal às pessoas: em 2007, eu com 5 e minha irmã com 8 anos de idade. Brincando ali fora do quintal, passou por nós o vizinho carregando em sua bicicleta um saco de milho (produto que ele vendia), então a gente gritou "nakhuwó aropé!", é macua, com essas palavras estávamos desejando que o milho do vizinho não desse lucro. Mãe ouviu-nos proferindo tais palavras, eix... é melhor que não vos conte o que aconteceu depois! Em momento algum odiei minha mãe. Embora pequenino, com dores nas costas ou mãos, com aquelas broncas que machucavam o coração, eu sabia que era para o meu próprio bem. Enquanto mãe batia, perguntava "farás novamente?", com que coragem eu diria "sim"?, heheh. A resposta era "não", mas não era de boca para fora. #Inspiração
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